..:: na minha humilde opinião ::..
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Sábado, Abril 30, 2005 19:18

Bilboquê



Tem aquela história que contarei quando eu for vovó, o que vai demorar no mínimo até mais da metade da próxima encarnação, caso haja próxima, e se não houver nada do que eu falarei aqui faz sentido, mas então e a história qual era mesmo? Devia ser sobre árvores. Comecei a criá-la quando li o último texto do Estevão, aí deu inveja de criar algo tão bom. Falhei, mas sigo em frente.

Era uma árvore cujo sonho era jogar bilboquê. Ela ficava ali plantada, cercada de amigas centenárias, observando a criançada no parque jogando bilboquê. Claro, são crianças antigas, hoje em dia bilboquê só online e com muito sangue. Pois a árvore queria poder mover seus galhos, ou apenas um, e fazendo de dedos suas ramificações, apanhar o brinquedo e com sucesso enfiar a bola azul no bastão. Ah, a sensação. A bola sobe como um balão apressado, o barbante se estica e a puxa de volta, o bastão ágil se desloca e abracadabra, bola no bastão. Deve ser o orgasmo das árvores, pobres seres abstêmios.

E como existe o Deus dos cachorros, é de se esperar que haja o das árvores também. Claro, nós (eu? vocês?) humanos sabemos que é o mesmo, mas não os cães ou árvores, eles apenas acreditam e não brigam por isso. Imaginem um mundo onde as árvores estariam em guerra com os cães por causa da religião? Eles morderiam suas raízes e enterrariam ossos em seu caminho, enquanto elas derrubariam jacas e melancias nos pobres cães ou cãs que se atrevessem a urinar em seus pés.

Não, não poderiam derrubar melancias. Nem abacaxis. Jacas sim. Jabuticabas não fariam efeito. Maçãs seriam um alerta: "tire seu pênis fétido de meu caule, seu, seu... animal!"

Enfim, o Deus único ouviu, e sem revelar que também amava os animais, deu àquela árvore e seu galho o movimento. De um graveto, um cipó e uma maçã fez um bilboquê e deu à árvore em toda sua glória, amém. Ela o apanhou como quem apanha o Santo Graal, segurou-o em seus galhos. Suas folhas derrubavam lágrimas como gotas de orvalho e seu caule todo tremia de emoção.

Acostumando-se ao movimento, ela se preparou. Imaginou o movimento como um filme, calculou a trajetória, a força que deveria aplicar, o ângulo desejado e meio obtusa, ponderou sobre o vento e a luz incidente. Estalou as extremidades, pensou arquear os joelhos e alongar o pescoço. E desferiu o movimento.

E errou. Sim errou. Eu não disse que ia ser feliz.

Continua semana passada...

Sexta-feira, Abril 29, 2005 13:41

Uma das coisas mais engraçadas que consigo me lembrar agora foi uma noite qualquer em Caraguatatuba. Éramos eu e amigos, sendo Tino, Chico Trevas, Lesma, Gaba, Bertão, Trovão e Bolinha. Fomos à praia fazer alguma coisa e já lá pelas tantas, todos devidamente alterados e cantarolando, noto um vulto em cima da árvore atrás de mim. Era Tino em um galho, de cócoras esfregando as mãos com os olhos arregalados. Ao notar que eu o vi, gritou com voz de arara: huuummmanos idiotasssss!

Não vai ter graça para vocês. Mas é uma daquelas coisas que me lembrarei daqui a décadas e terá a mesma graça.

Quinta-feira, Abril 28, 2005 19:23

Eu vou...

A versão tupiniquim do Live 'N' Louder terá as seguintes bandas, todas já confirmadas: Nightwish, Scorpions, Testament, The 69 Eyes, Angra e Symphony X, além da banda mais votada do Brasil Metal Union, festival de heavy metal que acontece em São Paulo em julho. O nome dessa banda deve ser conhecido nas próximas semanas.

... passar longe.

ps: Aliás, quem escolhe o nome desses festivais? Se metade da audiência soubesse inglês de fato, vá lá.

ps2: Vá nada. Nem assim. Esses nomes como o finado Upload por exemplo são muito mal pensados. Pelamôr! Fafavôr! Experimentem sentar-se um pouco, relaxar e colocar a cachola para funcionar.

ps3: Ou desistam logo e peçam ajuda para alguém, assim não dá, assim não pode.

16:17

Depois eu explico

A doença dessa mina é secreta, secreta mina, secreta
Levei ela no ginecologista, gineco, logista
A mina é alfa
A mina é beta
E lá no meio tem uma coisa que secreta
A mina é gama
A mina é delta
E desse jeito vai melar a minha cueca, valeu

A doença dessa mina é secreta, secreta mina, secreta
Ela tem um que de Imelda Marcos, ah Marcos, que Imelda
A mina é alfa
A mina é beta
E além de gorda ainda era analfabeta
A mina é gama
A mina é delta
E ainda por cima peida embaixo das coberta, valeu

A doença dessa mina é secreta, secreta mina, secreta
Ela sarou e eu fiquei aliviado
Ali, viado

Quarta-feira, Abril 27, 2005 12:37

Tem bicha que é engraçado

Eu:
onde vcs foram no feriado?

Ele:
nossa, fomos pra chapada dos veadeiros.
encontrar as primas.


Terça-feira, Abril 26, 2005 20:44

Relato que justifica a curta ausência

Cá estou na California de novo. O aviso não foi prévio: na quinta recebi a ordem, no domingo me mandei e hoje cheguei. Até aí rotina, mas o que eu vim aqui contar é uma tragédia. Pois preparem seus corações e canais lacrimais, vou começar no próximo parágrafo.

De todo o tempo que passei aqui, curtos intervalos, apenas uma vez tirei a sorte grande e pude ver, de uma vez só, Violent Femmes, Yeah Yeah Yeahs, Beastie e The Strokes. Showzaço. De todas as outras vezes nada aconteceu, mas dessa vez a chance existiu. No domingo, procurando por um filme que não vi, resolvi por curiosidade avaliar a turnê do System of a Down e, pasmo, vi que seria hoje o show.

HOJE. Dia da minha chegada. Os ingressos seriam vendidos ONTEM, não pela internet, nem pelo telefone, mas apenas lá, no Fillmore, um quarteirão distante de onde morei na minha primeira vinda. Resultado: aterrisei, peguei a carroça e desci o pé, já um dia atrasado mas cheio de vã esperança. Atravessei amarelos, desafiei a sorte, tudo pela chance de ver os fodões ao vivo.

Vã essa esperança, muito vã.

Já lá a garota - cujo nome era estranho: Staff - me adiantou sem piedade que a fila ontem dava voltas no quarteirão que não é pequeno. De todo o povo que acampou, apenas uma fração desconhecida adquiriu o cobiçado. Abaixei a cabeça e caí de cara no mundo real. Liguei o som e voltei melancólico, dando início à rotina trabalho->hotel que durará até semana que vem. Só aconteceu uma coisinha para piorar o impiorável: o radialista anunciou o show do Weezer, nessa sexta agora.

Sold out.Esgotado. Cabô. Salsi-fufú.

É.

Desgraça pouca é besteira.

Muita besteira.

Segunda-feira, Abril 25, 2005 18:16

Importante

Esse blog participa da campanha "Leve o Cardoso ao Gordo". Para participar é simples, clique aqui e sugira ao Jô que entreviste o talentoso e linkado Cardoso Czarnobai. Elogie seus talentos literários, mesmo que você nunca tenha lido. Implore, rasteje e coloque essa apelação no seu blog também. Ou faça spam. Ou ligue diretamente para o Jô. Mas mexa essa bunda branca.


- A gerência

Quarta-feira, Abril 20, 2005 09:20

Sin City, V de Vingança, Batman Begins, O Guia do Mochileiro das Galáxias, o fim da saga de Anakin [é bom por ser o último (espero)], um disco novo do System of a Down, outro disco novo do System of a Down (é duplo, Deus é pai), Los Hermanos de volta ao sítio, o começo do fim do Chorão Brown Júnior, Bazar Pamplona vira banda, o novo Splinter Cell e God of War para o Playstation2.

2005 é o ano da batata.

Terça-feira, Abril 19, 2005 10:14

(sic)

Enfim tudo se esclareceu. Nunca ninguém mandou ninguém embora, muito pelo contrário, ainda estou muito triste com a saída dos caras, mas entendo que eles tem o direito de procurar seus próprios caminhos.

Desejo boa sorte ao Marcão, Champignon e Pelado em tudo que eles fizerem daqui pra frente. Junto deles compartilhei algumas tristezas e derrotas, mas muitas mais foram as alegrias e vitórias e isso tenho a certeza de que nunca vou esquecer.

Agradeço ao grande apoio que os fãs tem nos dado e é por causa dessa molecada que sempre compartilhou comigo minha história e meus sonhos e que tornou tudo isso possível pra mim que quero dizer que não vou fraquejar nesse momento de provação. Vou continuar fazendo o que mais amo fazer: cantar pra vocês. Peço aos fãs que dêem a oportunidade aos músicos que agora estão comigo assumindo essa grande responsa de levar o trabalho do Charlie Brown Jr. à frente com o mesmo nível musical, pois esses caras tem muito talento e esperaram a vida inteira por uma oportunidade como essa. O Thiago vocês já conhecem dos primeiros discos da banda e o batera, Pinguim, e o baixista, Heitor, também são caras de Santos que são guerreiros e tem muito talento.

No dia 15 de abril vamos nos apresentar pela primeira vez em São Paulo e peço novamente a galera que nos dêem essa oportunidade.

Agora é com vocês, molecada.

Valeu,
Chorão.


Segunda-feira, Abril 18, 2005 09:51

Comunicado Importante

Lá, no Trama Virtual, o Bazar Pamplona acabou de anunciar três novas canções no formato ensaio-chique (ou fancy rehearsal, em Cantonês).

O disco, nada homônimo, chama-se Quando Mamãe Era Moça, referência mais que óbvia aos... ah, é óbvio.

As canções não vem em pares.Céu de Cinema Americano fala sobre dirigiveis, Declaração #1 é a primeira de muitas e Um Curta-Metragem de Suspense deve ser ouvida no escuro para melhor visualização.

Esse post ficará aqui até eu achar que vocês já baixaram e ouviram todas. Se for comentar dizendo que está "Pôxa, mór legal", favor abster-se.


Quinta-feira, Abril 14, 2005 15:43

Asco

Passei de relance em frente a banca e li em alguma revista, logo entre os olhos verdes e os dentes saltados: Daniella Cicarelli: crônica de uma gravidez anunciada.

Terça-feira, Abril 12, 2005 14:52

Enquanto uns falam outros agem. Estevão deu um passo adiante e logo mais começo O Jogo da Amarelinha.

10:57

Dois meses para terminar o Dostoiévski, seis horas para terminar um García Marquez. Agora você aí, sugira meu próximo livro.

Segunda-feira, Abril 11, 2005 09:28

Você pode?



iPod

Quarta-feira, Abril 06, 2005 22:27

Catapimba, e lá se vão embora mais um monte de Reais.



Finalmente, finalmente, finalmente. Faz pelo menos uma década que eu espero por isso.

18:24

Sabe qual a cerveja preferida do Michael Jackson?


Nova Skin.

17:25

Falei que fui no show do Mombojó em Sampa? Pô, vacilo então. Showzaço, que banda! Fecha os olhos e sente o suingue, sente a pauleira vindo discreta e sumindo de repente. Me loves Recife.

Estou passando uma semana com o gringo mais filho de uma puta que já trabalhei. O cara simplesmente hoje veio querer me explicar o que era o Google. Mole? É, mas sobe.

Tem coisa mais irritante que loja que faz barulhinho quando você entra? Já acho tremendamente intimidador aqueles vendedores lá dentro te olhando, quase te agarrando pelas mangas. Aí quando você cria coragem e coloca os pés do lado de dentro, PIII-RÚÚÚ, PIII-RÚÚÚ.

Não existe iPod em Rhode Island. Nem mochila da hora.

O Sting vai tocar aqui. E eu tô cagando e andando pra ele.

Tchau.

Terça-feira, Abril 05, 2005 21:28

Os Filmes de 2005



1: Sin City (Robert Rodriguez, Frank Miller)
2: Herói (Yimou Zhang)
3: Os Sonhadores (Bernardo Bertolucci)
4: Closer (Mike Nichols)
5: Constantine (Francis Lawrence)
6: Sideways (Alexander Payne)
7: Menina d'Ouro (Clint Eastwood)
8: Machuca (Andrés Wood)
9: Em busca da Terra do Nunca (Marc Forster)
10: O Grito (Takashi Shimizu)
11: Meet the Fockers (Jay Roach)

E eu que vivo reclamando da falta de fidelidade das adaptações de quadrinhos para o cinema. Constantine virou americano, o Batman ficou loiro, e assim vai. Sin City foi um tapa na minha cara, e eu gostei. É tão fiel que deu vontade de chorar. Eu reli duas das três histórias contadas no filme apenas alguns dias de viajar para cá e a primeira coisa que fiz após chegar foi correr até o cinema mais próximo, com tudo fresquinho na mente. E posso dizer, rapaz, é a obra mais fiel que já deitei os olhos.

Partindo do princípio que toda e qualquer cópia, adaptação, versão ou tributo pode no máximo ser tão bom quanto o original pela idéia de que o original é insuperável por ser a matriz, o filme Sin City é tão bom quanto a história em quadrinhos. Li por aí que muitas vezes não foi necessário criar um story board, para o filme, simplesmente usaram a revista como base. Pegou a idéia? Mas imaginem, a revista é preto e branco, e não o preto e branco com tons de cinza que vemos por aí, é preto e branco mesmo. Um vermelho aqui e um azul acolá (and that yellow bastard) aparecem também vez ou outra, só padá a liga, mas é só. E apenas nesse minúsculo ponto o filme difere do original, ele tem tons de cinza, mas ei, eu nem pensei em reclamar disso. Parabéns, se um filme já mereceu o Oscar de roteiro adaptado com louvor, foi esse.

As falas, os movimentos, os cenários, os carros, as roupas, as armas e o sangue. Tudo igual, tudo impecável.

Mas e agora? Agora que alguém já moveu uma história em quadrinhos para as telas, eu pergunto se era isso mesmo que nós queríamos. Afinal, o filme não acrescentou nada, apenas mudou a mídia. Tirando a história vivida por Bruce Willis, eu já sabia de tudo: as falas, os movimentos. Predestinei cada segundo da caçada de Marv, o beijo de Dwight e Gale, todas as mortes, tiros, facadas e cigarros acesos. E se fizerem isso com V de Vingança? Ficarei satisfeito? E se mudarem algo para melhor, como fizeram com o Homem-Aranha dando a ele teias ao invés de fazê-lo criar aparatos científicos para balangar por aí? E se mudarem para pior como praticamente todo o resto?

Não sei, não sei. Mas chega de filosofar. Sin City vai para o topo da lista. Além de ser a adaptação que eu sempre sonhei ver, é simplesmente do caralho. Palmas para todo e qualquer envolvido, principalmente para Mickey e Clive. Essa curta viagem para o menor estado dos unidos tinha que ter algo de bom.

Nego Lee e WW: façam-me o favor de morrer de inveja e ressuscitar o MegaZona, pra ontem.

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Eu deveria ter falado antes de Herói para poder falar mais, mas esqueci, e agora ele ficou na sombra do fodão. O filme é um quadro animado. Uma pintura viva. A história é envolvente, bem desenvolvida. As locações me deram asma e a direção é excepcional. Poderiam ter utilizado mais o talento marcial de Jet Li (Jet Ski, Chantilly, faça sua própria piada), é verdade, mas não era a idéia do filme eu creio. Enfim, vá ver.


Segunda-feira, Abril 04, 2005 23:06

Daniella engravidou. Fase três concluída.

Sexta-feira, Abril 01, 2005 17:38