Santo Sudário pode ter até 3 mil anos
Disse o Terra aqui.
Se isso realmente for verdade o vexame católico será grande, mas a notícia me lembrou de um amigo de papai, chamado Sudário.
SU-DÁ-RIO.
Pobre Sudário, imagine sua decepção. Ter o nome de uma farsa, um conto de fadas. Não bastasse as brincadeiras que deve ter aguentado a vida toda pelo nome ridículo. Enfim, eu nunca fui muito com a cara dele mesmo.
Estava dando-me nós nos bagos a imagem do japa assassino ali na seção de filmes, então optei por algo menos perturbador.
Não gosto da palavra "assassino", tem muitos ésses. Quatro é demais, é um por sílaba se fizermos uma estatística. Favor substituir por matador ou qualquer sinônimo.
Eu não gosto de falar de política mas...
É muito decepcionante ler as notícias brasileiras e dar de cara com o Lula comprando jatos milionários e gastando os tubos com as viagens e o luxo que ostenta. Eu votei nele, não tive dúvidas na escolha e não me arrependo, mas me dá uma dor ver a pessoa que tanto se vangloria de seu passado de trabalhador montar em cima da grana pública e dar uma de magnata. Não é essa a imagem que ele nos vendeu, tampouco é esse o presidente que elegemos. O povo quer migalhas senhor Presidente, lembra?
Mesmo sendo tudo isso minha resumida opinião, me deparo com a seguinte observação do senador Jorge Bornhausen, presidente do PFL : "Por sua história de vida, o presidente Lula já deveria estar imune a brinquedos caros, como um avião de luxo". Opa, pera lá. Quer dizer que se fosse o Collor seria aceitável? Quer dizer que o passado descamisado do Presidente o impede moralmente de mamar nas tetas fartas do sistema? Ambos estão errados. Lula tem todo o direito de fazer isso se conseguir um crescimento acima das expectativas para o Brasil, mas não vai conseguir, e ainda por cima depois de tanto se lambuzar, duvido mesmo que seja reeleito. Eu já estou pensando se votaria nele novamente. Esse país precisa mesmo é de um Robin Hood de verdade, não outra farsa.
OS filmes de 2005
1: Os Sonhadores (Bernardo Bertolucci)
2: O Grito (Takashi Shimizu)
3: Meet the Fockers (Jay Roach)
Faz quase um mês que vi O Grito, mas ele passou tão desapercebido que esqueci de comentar.
A história é tosca, nada é explicado, nada acontece e nada se encerra. É como um passeio na casa do terror do Hopi-Hari, se é que existe uma dessas. Você senta no carrinho, leva uns sustos, sai de lá mais burro e ainda paga por isso.
Meet the Fockers (Entrando Numa Fria Ainda Maior em péssimo português) é igual, mas não é de terror.
Eu rodo, rodo e rodo, mas a comunidade eu sempre escolhia o Zangief continua sendo a melhor do Orkut.
Ultimamente tem sido muito mais divertido atualizar a foto aí ao lado com alguma citação tirada do Adult Swim do que escrever aqui.
Eu preciso escrever que se nada mudar como sempre muda, estou de partida para Israel na próxima quinta. Fato. E ainda aproveito para encostar os pisantes em solo inglês, sonho antigo nunca dantes realizado. Será por poucos momentos, sendo os momentos compostos de partículas de minutos, mas será. E de lá para a terra prometida, berço de tanta treta.
Confesso que de cara fiquei de cara. Eu que tanto reclamo das frequentes vindas aos esteites agora sou empacotado para o middle east. E os bum-bum-bum homens-bomba? Deve dar nada, um tantão de gente mora lá desde muito antes do JC e não vai ser uma semaninha que vai encerrar meu breve show.
A certeza é que não sei o que esperar. Já interagi profissionalmente com pessoas de lá, todos muito CB, mas tenho em mente que tudo vai ser completamente diferente do que estou acostumado. O que é bom, muito bom. Bom demais.
A saudade do cafofo bate forte, mas pelo menos meu cerebelo distrairá-se com tamanho contraste cultural. Foda será a comida, já que nunca fui chegado em um kibe, apenas na esfiha aberta.
Agora é pagar pra ver. E pedir reembolso depois.
Quinta
O setecétera voltou, verdade.
Under my Thumb
Deixei o dedão esquerdo entre a porta e o carro, usei toda a força de um destro e bati a porta. Um carro não, um Jaguar senhores, eu que não enfio meu dedo em qualquer lugar não. Fato é que o ocorrido inutilizou meu polegar opositor. Em uma tacada retrocedi 1 milhão de anos. Tornei-me incapaz de abrir pacotes de cookies, a humilhação de pedir esse favor como uma criança eu jamais esquecerei. Hey Andy, can you please open this for me?
E estar milhares de milhas longe de casa me trouxe a preocupação, e caí para o hospital. Saint Francis Memorial Hospital, lá em San Francisco, na Hyde com a California. Pertinho. Where you from sir? Brasil, respondi assim com "S" mesmo, eles nem perceberam. Really? Não imbecil, estou tirando com você. Excuse me? Brasil, yes.
E tirei um Xerox-Ray para ter certeza que nada havia se partido, e o doutor com uma agulha furou minha unha para drenar o sangue. The standard procedure is to use a hot paper clip, but... êpa, como assim doc? Isso não era primeiro mundo? Trate de usar uma agulha bem limpinha. E ele me provou que era primeiro mundo quando me mandou embora com um pacote de gazes, um rolo de esparadrapo e alguns sachês de antibiótico. Claro que não tem o glamour do INPS, mas tem lá suas vantagens.
All kids in the pool!
Dos pais mutantes de Leela, a simpática caolha de Futurama:
- "We should make T-Shirts! And F-Shirts to your friends with two arms on the same side!"
Deu falta de ar. Acordei 6 horas depois e lembrei-me do supracitado antes mesmo de abrir os olhos. Êta piadinha boa, o episódio de ontem foi um dos melhores que já tive o prazer de assistir. André, agiliza as coisas e traga logo o Adult Swim para o Brasil.
OS filmes de 2005
1: Os Sonhadores (Bernardo Bertolucci)
Vendo o cartaz e passando os olhos na sinopse, tive a impressão de ser um filme meio pesado. Eu procurava algo mais descompromissado, mas não poderia ter sido melhor. Os Sonhadores é a essência de um filme perfeito, tem um charme indescritível, talvez mais charmoso que Angelina Jolie em um robe de seda branco apoiada em um pilar de mármore, tragando uma cigarrilha e liberando a fumaça lentamente por entre seus lábios carnudos. Carnudos como o de Matthew, um jovem americano que vive em Paris, estudando francês e devorando filmes na Cinematheque de Paris. É lá onde ele conhece Theo e Izabelle, dois irmãos como todos os irmãos queriam ser, até certo ponto.
Paro por aqui os spoilers, não quero estragar a delícia que é cada segundo desse filme. Ele te agarra pelo pescoço e só devolve quando os créditos acabam. É pura poesia, é bem humorado, é inteligente, é criativo, possui uma trilha sonora que nasce clássica e algumas cenas INESQUECÍVEIS, assim mesmo, em maiúsculas.

Qual a estátua? Answer or pay the forfeit.
Normalmente eu não gosto de cenas de sexo que mostram mais do que o usual, sou conservador nesse sentido. Sempre preguei que não é necessário mostrar um boi morrendo para dizer que o boi morreu, mas dou o braço a torcer, Bertolucci usou muito bem as cenas de nudez (oh, a nudez, a nudez!) e deixou-me sem argumentos. Torça, torça o braço que ele é seu.
Não falei que o ano ia ser bom?
Pouso da Cajaíba é uma vilinha de pescadores no litoral de Paraty, RJ. Tão sul que é quase São Paulo, mas os Cariocas não ligam pra isso. Lá, esperto com i e xis, e porta com dois érres, convivem harmoniosamente. A areia é grossa e mal esfarelada, culpa do mar calmo, verde e piscinento. Você pode passar o dia lagarteando, antes de se deitar apenas bata os calcanhares e pronto, limpeza total.
Tivemos a sorte de ficar com a melhor casa do lugar. Eram três cômodos, mas apenas um com paredes de tijolos. Os outros eram cercados por bambus e telas contra mosquitos. Super roots hein? A pedra que lá havia, lá continuou, virou uma espécie de forno a lenha, mas queimar alguma coisa grande lá dentro é perigoso demais, optamos pelo tradicional gás.
Para chegar à praia era só abrir os olhos. A areia era parte integrante da casa, e no quintal uma enorma pedra permitia a uma visão panôramica da praia. O convívio com a natureza era integral: luz de velas, lanternas ou lampião; mosquitos alimentando-se de meu sangue e muito, muito sol antes do ventinho do fim da tarde.
O povo de lá é simples da melhor maneira possível. Daqueles que você compra três engradados de cerveja e paga no dia seguinte, quando eles vêm na sua casa avisar que vai sair o barco para as praias vizinhas. Aliás, que praias. Ipanema, Taoca, a que me foge o nome e Praia Grande, que de igual ao esgoto paulistano, só tem o nome.
Foi um puta reveião, incluindo a super ceia. A galera não poderia ser melhor e o clima na virada foi extremamente empolgante e positivo. Se tudo que acontece na virada realmente reflete o ano todo, o que eu acho uma mentira cabeluda, 2005 vai ser fenomenal.
