Sexta-feira, Novembro 28, 2003

Vivendo perigosamente

Essa é a vista da minha mesa:



Quinta-feira, Novembro 27, 2003

Se.

E se nascêssemos com asas? Não todos, mas só alguns. Com asas lindas, de
penas brancas, grandes porém retráteis. E essas asas nos permitiriam voar
alto e rápido, tanto quanto planar e ficar apenas boiando acima das árvores.

E se o fator que as causasse fosse aleatório? Não genético nem social,
apenas alguns nasceriam com elas e outros não, e misteriosamente metade da
humanidade as teria, enquanto a outra seria condenada a usar pernas para
vagar e concluir sua existência.

Sem dúvidas os alados seriam a nobreza do mundo, a raça desejada para seus
filhos. Dizem até que algumas culturas escondidas na história, matariam os
filhos nascidos rastejadores, veja só quanta crueldade.

Se assim fosse, por mais cruel, eu até entenderia. Mas cá entre nós, a cor
da pele é muito pouco para tanta distinção.

(Em prol do Michael Jackson. Aposto que tudo isso que dizem contra ele, é
só porque ele é negro.)


Terça-feira, Novembro 25, 2003

Dogma do Amor

Saiu outra resenha lá na Revista Paradoxo. Aqui ó.

Domingo, Novembro 23, 2003

Jundiaí é uma cidade de loucos. Existem várias entidades que vagueiam por suas ruas cuja falta de juízo é indiscutível. Existe a Velha Risonha, que passa seus dias andando e rindo pelos principais pontos; anos atrás existia a Maria dos Pacotes, usada como amedrontador pelos meus pais que ameaçavam me entregar à ela caso eu os desobedecesse; e surgiu rapidamente a Velha Pelada do Paineiras, cuja breve aparição nua frente ao xopim eu tive o questionável privilégio de presenciar até que as entidades policiais a removessem.

Mas entre todos talvez nenhum seja mais famoso que o que apresentarei agora. Senhoras e senhores, com vocês:

Luizinho VaiChuvê


Ninguém sabe de onde ele veio, mas ele sempre aparece. Essa foto foi tirada sábado enquanto esperava meu X-Tudo do Braz. Luizinho surgiu ao meu lado, como uma assombração. Saquei a câmera e fiz a foto sem que ele notasse, afinal suas reações são imprevisíveis. Pediu uma coca-cola e provavelmente não pagou por ela, afinal ele é inofensivo e bem quisto por todos.

Menos quando alguém diz que vai chover. É aí que Luizinho se transforma e passa a agredir o mensageiro de tal notícia.

Alguns especulam que a chuva impediria seus passeios, mas eu acredito em algo muito mais profundo e sério que isso. Certa vez o chapeiro dessa padaria onde eu e Luizinho estávamos disse que, incrédulo, resolveu testar a lenda gritando a ele, que estava do outro lado da rua, que iria chover. Luizinho inconformado passou a atirar pedras para dentro da padaria, obrigando todos a se esconderem. Eu nunca tive coragem de dizer para ele que vai chover, mas que fique aqui entre nós, morro de vontade.

Sexta-feira, Novembro 21, 2003

Dica do dia

Um rapaz, aspirante a diretor de cinema, reune sua paixão pela arte, seu talento, e amor pelo personagem e consegue realizar o melhor filme do Batman feito até hoje, guardadas as devidas proporções.

É um filme curto e experimental. Em pouco tempo acontece muita coisa e o final é broxchante, porém podemos ter uma nocinha (pequena noção) do que ele faria com recursos de uma grande por trás (ui).

Baixa Batman:Dead End e assista.

Quarta-feira, Novembro 19, 2003

Outra

Saiu outra resenha minha lá na Revista Paradoxo. Dessa vez sobre o filme do Casseta & Planeta, portanto não esperem nada profundo. Cliquem aqui e sejam felizes.

A próxima vai ser detonação.

Terça-feira, Novembro 18, 2003

Vaso ruim não quebra (ou: a reação)

Eu já estava para ouvir The White Stripes fazia um tempo. Até gostava da musiquinha que está tocando na rádio e na eMpTyV. Mas sabe como é, como baixista não podia aceitar a idéia de uma dupla de rock, bateria e guitarra. Dupla pra mim era só sertaneja. Mas não é que me surpreendi?

Se bem que a dupla não é muito dupla na gravação. É cheio de guitarras dobradas e vários vocais. Os efeitos da guitarra fazem ela parecer com um baixo, principalmente em 7 Nation Army, mas é inovador tenho que admitir.

E legal. É. É legal sim, legal pra caramba. A dica (na verdade quase uma intimação) veio da Carla, cujo bróg merece uma visita.

Sobre filmes, o último foi Dogma do Amor, do mesmo diretor do excelente Festa de Família. O filme é uma merda completa, aguarde a detonação na Revista Paradoxo nesse domingo.

Outra novidade sonora, dessa vez de qualidade, foi Room on Fire, dos Strokes. Esse sim, digno de figurar aqui como indicado. Se você gostou do primeiro, não tem erro. Esse é diferente em alguns aspectos, o vocal está mais "sujo", as músicas estão menos caretas. Isso assusta de cara, mas com o tempo torna-se essencial para não virar um disco enjoativo. Vá lá, ouça. A minha preferida é Whatever happened, a primeirona.

E saiu o novo d'O Rappa, bandinha do coração, gosto demais. Estou babando para ver como ficou o disco sem o Yuka. Aliás, ele tinha mesmo que sair? Tá certo, levou um tiro, está numa cadeira de rodas, deu uma entrevista mega-deprê para a Trip (será?), mas está vivo e pode compor, sem dúvidas. Já ouvi a primeira música de trabalho e gostei muito, mas não senti aquele tchan que senti quando ouvi Lado B, Lado A pela primeira vez. Foi coisa de louco.


Terça-feira, Novembro 11, 2003

É pro NaMinhaHumildeOpinião ?

Ontem fui conferir a pré-estréia do filme do Casseta & Planeta naquele esqueminha celebridade. Muitos famosos, coquetel com Nova Schin e até uns quitutes, que não tive vontade de provar.

O filme é muito bom, em breve farei uma resenha pra Paradoxo contando os detalhes, mas já adianto que esperava muito menos, me surpreendeu. Foi exatamente isso que eu disse ao Hélio:

Bela estréia da minha maquininha tixital hein?

Tive uma iluminação sobre o crip do bróg. Não devo utilizar músicas demasiadamente obscuras para não prejudicar o telespectador, mas sim canções da rádio e coisa e tal. Por hora a nova do Strokes está ganhando.


Segunda-feira, Novembro 10, 2003

Crip no bróg.

Saiu mais uma resenha lá na Revista Paradoxo, dessa vez sobre Matrix Revolutions. Vá lá conferir e depois diga aqui ou lá o que acha. Ah, outra pessoa que anda escrevendo por lá é o camarada Bolinha, que também atende por Daniel (boa) Praça. A matéria de capa é dele, se você tiver saco, leia. Eu não tive.

Também adquiri uma câmerinhazinha digital muito maneira. Ela faz filminhos! Então, agora estou numas de fazer clips, mas na zueira. Não Hermes & Renato, mas algo assim: pegar uma música nova e legal, tipo a 12:51 do Strokes, ou algo do gênero. Chamar alguns amigos, fazer umas filmagens, tomar cervejas. Juntar tudo no computador, editar e publicar.

Daí pra fama, sucesso, mulheres e dinheiro, é um pulo. Se você quer ajudar ou só meter o bedelho, é só pedir. Ainda não decidi qual será a primeira canção, aceito sugestões.

Vai lá, sugere meu.

Sexta-feira, Novembro 07, 2003

Alcançando o Nirvana

Teenage angst has paid off well.
Now I'm bored and old.


Quarta-feira, Novembro 05, 2003

Boa noite Inglaterra

Hoje estréia Matrix Revolutions, o golpe de misericórdia dos irmãos que tem nome de doença crônica do cérebro descoberta por algum alemão.

Ainda não vi, pretendo dar um ou até dois dias para os nerds matarem sua sede de respostas sobre temas que não interessam, mas confesso que minha porção geek está tendo espasmos de curiosidade. Quero saber o que os rapazes fizeram com tantos milhões, um filme sensacional, um quase fiasco na sequência e a obrigação de encerrar a trilogia que mudou a história do cinema. Mudou sim, para bem ou para mal, quer queira quer não.

Mas o motivo desse post é a comemoração de uma notícia, que caso venha a se confirmar, aí sim meu corpo todo terá os espasmos supra citados. Saiu no Omelete e no e-pipoca: V de Vingança pode virar filme. E o agravante, a direção ficaria com os irmãos.

Você pode não conhecer essa obra, mas deveria. Ao lado de Watchmen que também é projeto em Hollywood, Alan Moore presenteou a humanidade com tudo de melhor que os quadrinhos podem ser.

Em um futuro pós-guerra apocalíptico, a humanidade vive seu pior momento. Toda a Inglaterra é vigiado por um sistema BigBrother, onde tudo é visto e monitorado. Em meio à tudo, surge V, o vingador mascarado para alguns, a encarnação da revolução para outros, o espírito da liberdade para mim. V não tem nome nem rosto, e representa apenas a condensação do desejo de quebrar as amarras, instalar a anarquia, que no fundo todos nós temos.

Quando alguem levanta uma sobrancelha quando digo que amo e idolatro quadrinhos, pensando "ei... esse cara deve ler Mônica e X-Men...", apenas lamento que o pobre coitado nunca vai ter a sensação que tive ao ler essa obra pela primeira vez. E confesso, já reli algumas vezes, como um adicto consciente.

No filme As Invasões Bárbaras, tema da minha última resenha na Revista Paradoxo, a personagem que fornece heroína para aplacar a dor do agonizante protagonista, quando está prester a fumar com ele pela primeira vez, diz para ele se concentrar, prestar atenção, porque a primeira vez é a melhor, e é por ela que todos os junkies procuram a cada pico. É mais ou menos assim que me sinto com certas obras.

Segunda-feira, Novembro 03, 2003

Eu amo minimalismos.

Sábado tive o prazer de conferir a banda Suite Minimal na badalada FunHouse. Bem acompanhado com Aline e MariMari, espremido frente ao minúsculo palco, e asfixiado pelos malditos fumantes, fiquei ali admirando o trabalho da banda. Notei que os rapazes ainda estão começando com as composições, mas já tem muita coisa boa para mostrar. O show foi curtíssimo e ainda repetiram uma música ao fim, mas deixaram uma ótima impressão para mim e para o público do lugar.

O som é basicamente instrumental, influências de disco e surf music, mas com um som muito mais "cheio", agitado. Dançante, mas sem ser bobo. Imprevisível e bem-humorado. Adorei. Se eu tivesse uma palavrinha com os caras, ia falar para aumentarem urgentemente o repertório e investir um pouco no visual, de resto, quase nada mais.

Sobre a FunHouse, aconteceram algumas palhaçadas. Primeiro, você paga 22 reais de consumação ou 15 de entrada, preço caríssimo. Peguei a consumação e constatei que uma mera long neck custava 4 reais. Um misto quente na chapa custa 5, preço abusivo. Ao fim da noite, havia 3 reais na minha consumação e 1 na da Aline, resolvemos pegar uma última cerva e dividir o valor nas comandas, mas a imbecil daquela japonesa sarnenta disse grosseiramente que não podia e nem quis saber de papo. Quando fui pagar, resolvi trocar aquele um real por um chocolate que havia no caixa, mas veja só, o chocolate era cobrado fora da consumação. Pode uma coisa dessas?

Já no domingão fui assistir a apresentação de dança do bróder Der, lá na anhembi-morumbi. Muito massa, o cara tem o dom, mas realmente eu não entendo porra nenhuma de dança, claro que isso não me impediu de gostar da dele e de uma outra, bem como detestar a segunda. Algumas coisas me impressionaram, outras eu achei tão interessante quanto o Faustão.

E foi só. Isso aqui está virando um diário, que era a última coisa que eu pretendia. Mas minha vida anda tão estabanada que estou dando graças por ainda escrever aqui. Ah, e não houve matéria na paradoxo essa semana, dei o cano com o pessoal, mas foi sem querer.

E só.