Quinta-feira, Outubro 30, 2003

A razão do meu desprezo pelo Credicard Hall.

Hoje fui descomprar meu ingresso do Metallica. Na fila estavam metaleiros, grunges, adolescentes, tiozinhos, executivos e pais de família, pelo menos 2 de cada espécie. Logo atrás de mim, o segurança se aproximou de dois rapazes dizendo que apenas um deles deveria pegar a fila, o outro esperaria sentado, no sol, naquela muretinha em volta do chafariz. Os rapazes riram, dizendo que, porra, tinham ligado lá para saber se os dois precisavam ir e disseram que sim, cada um deve descomprar seu próprio ingresso.

Opa, peraí. Eu não dei RG nem nada quando comprei. Como eles saberiam que eu sou eu? Não saberiam. Então porque dizer aquilo aos rapazes?

Além disso, eu como consumidor lesado não deveria receber algum tipo de indenização? Perdi horas de trabalho para comprar e uma para descomprar. E para receber meu dinheiro, tive que assinar um papel dizendo que recebi e, resumindo o texto, não tenho nada para reclamar sobre nada nem ninguém e vou ficar quietinho. Muito foda. Ou assinava, ou não pegava meu dinheiro, ou armava uma confusão perdendo mais tempo e energias positivas.

No show do Red Hot, fui até lá comprar meu ingresso de estudante e apenas na bilheteria fui informado que... bom, vou reproduzir o que a garota me disse: "Senhor, o departamento jurídico encontrou uma brecha na lei e não está fornecendo ingressos com desconto para estudantes de cursos não regulares". Eu fazia espanhol na época e morava em Campinas. Viajei 200km para economizar uma grana que valeria a pena, e no fim das contas gastei muito mais.

No show do Korn, o calor era tanto que choveu suor condensado do teto, mas não quero mais falar disso porque me dá coceiras.

Enfim. É por isso que desprezo e detesto aquele lugar. Pronto, desabafei.

Quarta-feira, Outubro 29, 2003

Viajei

Ontem fui assistir o filme Cinzas de Deus. Veja só, o filme não tem UMA palavra sequer, é todo dançado e a música é quase todo o som. É louco, muito louco aliás, mas eu não gostei não. Ainda não cheguei nesse nível.

Fora que aquele Cine Belas Artes, na consolação, é um pulgueiro. No sentido de ter pulgas mesmo, saímos todos coçando de lá.

Segunda-feira, Outubro 27, 2003

Dias melhores virão?

Tá foda. No trampo novo o blogger está bloqueado, mas mesmo que não estivesse eu não teria tempo.

Saiu na Revista Paradoxo mais duas matérias minhas. Uma bem simprona sobre a Mostra de Cinema e a resenha do excelente filme As Invasões Bárbaras. Leiam lá, critiquem minha crítica, e aproveitem para assinar a newsletter da revista, ok?

Acabei de ver Os Normais. É legal, mas a série é muito melhor. E eu simplesmente odeio filmes que acham que é engraçado falar um monte de palavrões.


Quinta-feira, Outubro 23, 2003

Ponto Com

A Revista Paradoxo está definitivamente com o endereço acertado, agora é www.revistaparadoxo.com certo crianças ?

Todo mundo acessando... vamos.... que eu vou indo passar um feriado prolongado (por eu mesmo) na roça...

fui

Quarta-feira, Outubro 22, 2003

Mais uma.

Saiu mais uma matéria minha na Revista Paradoxo. O endereço da revista está temporariamente alterado para http://www.revistaparadoxo.rg3.net/, mas em breve ela irá voltar a ser .com.br ou .com.

Clique aqui para ir direto para a minha matéria, mas não deixe de ler o resto. E deixe aqui ou lá sua opinião, ok?



Segunda-feira, Outubro 20, 2003

Vai, me mostra!

Começou sexta-feira a vinte-sétima mostra de cinema, aqui em SP.

Fomos MariMari, Bolinha, eu, e Aline respectivamente assistir "As Invasões Bárbaras", e olha, foi bárbaro.

Comecei hoje no meu trampo novo, e sei lá quando vou inserir um post decente aqui. Ainda bem que não é nada de mais.

Sexta-feira, Outubro 17, 2003

Identidade

O filme Identidade é muito bom, mas deixou muitas lacunas no roteiro. Conversei com duas pessoas que, apesar de terem suas teorias bem fundamentadas, não possuíam a certeza do que entenderam.

Pois bem, abrirei aqui uma discussão sobre o significado. Se você não assistiu, aconselho a não ler, mas se você for como o Pepper que adora saber o final, manda bala.

Teoria 1: O gordão louco, doravante denominado de GL, é Timothy adulto, o menino assassino. Ele ficou louco pois quando era pequeno, ocorreu algo parecido com o que ocorre no filme. Sua mãe foi atropelada, o louco escapou e matou alguns, etc. Ele conseguiu sobreviver ao evento, mas ficou órfão e louco (e depois gordo e careca). O filme é a resolução de seus traumas, no cenário onde tudo começou.

Teoria 2: O GL é Edward, o ex-policial. Após o episódio com a suicida, ele ficou meio louco, começou a ter desmaios, e durante esses desmaios ele trocava de personalidade, variando entre as 11 mostradas. O motel não significa nada.

Teoria 3: Nenhum dos personagens é real. Todos foram criados pela mente do GL que é completamente doidão.

Teoria 4: Pegue a teoria 1, emende na 2. Timothy cresceu, virou policial e após o lance do suicídio, endoidou de vez. O nome Timothy é outra faceta da loucura. O policial bonzinho é ele mesmo, Edward, e Timothy o lado malvadinho.

Um fatos que ajuda: se não me engano, o GL é chamado de Edward pelo seu psiquiatra durante o julgamento.

Pois bem, agora todos comentando. Se você conhece alguem que assistiu, peça ajuda.

Show de horror.

Deu no JT.

Toni Ramos se veste de Gene Simmons, do Kiss.

Bom dia com Quélogs.

Hoje vinda pra cá, descendo a Consolação, deparei-me com o seguinte colantinho em um carro:


I´m not only perfect.
I´m brazilian too.


Fico imaginando o proprietário todo orgulhoso, mostrando para seus amiguinhos.

Quinta-feira, Outubro 16, 2003

O mundo é um moinho

Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Presta atenção, querida
Embora eu saiba que estás decidida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais quem tu és

Ouça-me bem amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó

Presta atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés


Cartola era deprê, mas devia comer todas.

ps: MariMari, esse post estava no gatilho desde segunda, não foi cópia do seu, percebe?

Da série: Discos que mudaram minha vida, parte III

Jane´s Addiction: Nothing´s Shocking.

Era 1995, último ano de colégio. O cabelo ainda era comprido, mas o metal já havia me dado tudo que podia, e eu queria mais. Eu tinha um amigo esquisitão, o apelido dele é Rolo, veja a foto dele aqui apra entender o motivo:

Pois bem, Rolo sempre foi um grande indicador para mim. Ele me apresentou ao Sandman, ao John Constantine, e nesse caso ao Jane´s Addiction. "Aí Batatinha, ouve essa fita aqui...", disse sem saber o que iria causar. E o turbilhão veio: "Wish I was ocean size, they cannot move you man, no one tries...".

Caramba, era uma voz estranha, surrada, esgoelada. Não tinha aquele monte de guitarras dobradas e solos empirulitados, mas como era pesado, forte. Resultado, furei a fita e saí atrás de mais. Conheci seu antecessor, Ritual de Lo Habitual, e hoje "Jane´s" é uma das minhas favoritas.

Eles ensaiaram uma volta alguns anos atrás com Flea (amém) no baixo, mas disso só saiu um disco ao vivo com quase nada inédito. Mas agora eles estão de volta com Strays, e a formação original. Ainda não pude ouví-lo todo, mas em breve aqui a resenha. Em tempo: Dave Navarro casou-se com a gostosíssima e tesuda Carmem Electra, que já foi casada com algum jogador da NBA. Não vou fazer aqui nenhuma piada sobre isso, aposto que vocês já pensaram em todas.


Valeu Rolo.

Quarta-feira, Outubro 15, 2003

Kings of Leon: Youth & Young Manhood

O que aconteceria se o Creedence tivesse ouvido Nirvana antes de começar a compor? Se eles tivessem vivido os já saudosos anos 90, sem ignorar sua influência, porém sempre com os dois pés em 70? Kings of Leon é a resposta. Três irmãos e um primo, a família Followill, e o disco eleito o melhor disco de estréia dos últimos 10 anos.

Tudo bem, há um certo exagero no ar. Além do quê, quem elegeu esse disco certamente não conhece um monte de coisas que deveria conhecer, talvez nunca tenha ouvido Chico Science, mas a música é realmente boa.

O mundo dá voltas. O que vemos hoje na MTV é uma volta ao iê-iê-iê, mas com distorções do século XXI. Antes disso, tivemos a volta ao punk. O arauto da volta aos anos 70 são os Kings of Leon, o Interpol anuncia a nova década de 80, e depois deles o Nirvana ressuscitará. Anotem: em breve Interpol estará em todas as bocas.

Isso é claro. Toda nova tendência é a negação da onda anterior. O que hoje é in, amanhã é out. Bem aventurados aqueles que conseguem ficar ao lado disso tudo, e separar o joio do trigo, pois deles é o prazer de conhecer novas bandas.

E foi um prazer ouvir Kings of Leon.

Terça-feira, Outubro 14, 2003

Morfina.

Frio. Sexy. Sutil. Sussurro. Pé do ouvido. Escuro. Macio. Baixo. Sax. Bateria. Piano algumas vezes. Póstumo. Referência.

Mark Sandman morreu um dia depois do meu aniversário em 1999.

The Incredibles

A próxima grande estréia da Pixar deverá ser o filme The Incredibles, contando a saga de uma família de super-heróis aposentada que por força do destino deve voltar à ativa.

O trailler foi lançado faz tempo. Eu revi hoje no Omelete e realmente, algo muito bom está por vir. Clique aqui para ver o trailler.


Segunda-feira, Outubro 13, 2003

Papo em dia

Sexta fui assistir Amém. Bom filme, já fiz a resenha na sequência e publiquei na Revista Paradoxo. Favor lê-la.

Antes da sessão, fui dar uma conferida na Neto Discos, tão bem falada pela MariMari. Resultado:
Belle & Sebastian: The Boy With The Arab Strap
Morphine: A Cure For Pain
Cartola: Cartola
Black Rio: Gafieira Universal

Tudo por 40 Cardosos. Valeu a dica !

No sábado nada de mais, porém ouvi uma história que eu tenho que contar. A procedência é duvidosa, mas vamos lá.

A amiga da mãe da namorada de um amigo meu, uma pessoa realmente obesa, estava em um spa. Dada as circunstâncias, a fome dessa pessoa atingiu níveis alarmantes. Foi quando ela sutilmente aproximou-se do lago da instituição, afanou um patinho (sim, um pato pequeno), assou-o no ferro de passar roupas e - argh - comeu-o.

Já falei. Não posso confirmar a veracidade, mas a fonte me jurou que era verdade.

Domingo, já de volta à capital, assisti Identidade. Filmaço, mas não falarei uma palavra mais sobre ele. Se você não assistiu, eu estragaria a surpresa. Se você viu, eu quero falar com você. Tenho dúvidas.

Hoje, segundona, começo o dia com a notícia que John Constantine será moreno e americano no filme Hellblazer. Sacanagem, ser inglês era um traço muito importante do personagem.

E foi isso.

Sexta-feira, Outubro 10, 2003

Destilando conselhos ...

Se algum dia você for ao Finnegan´s, peça o chopp de trigo. É daqui ó.

... e fermentando dúvidas.

Finnegan não era o sobrenome do personagem da minissérie Skreemer ? O rapazinho, ajudante do grande mafioso, último elemento da dinastia ? Lots of fun at Finnegan´s wake ?

Da Série: Discos que mudaram minha vida, Parte II.

Red Hot Chili Peppers: Blood Sugar Sex Magic

Eu comecei a tocar contrabaixo por culpa do Steve Harris do Iron Maiden, mas parei depois de um tempo. Desilusão, fiquei 6 meses sem tocar naquele pedaço de pau velho que foi meu primeiro instrumento. Mas foi com esse disco que todo o tesão voltou de uma vez.

Música tem que ter balanço, pegada, suín, o que for. E isso os pimentões têm sobrando. O disco é uma obra-prima, uma referência para mim. Impecável, de cabo a rabo, e ainda por cima é o melhor momento do baixista Flea que para mim é o melhor baixista do mundo. Ele me provou por A+B que uma técnica refinada não precisa ser convertida em masturbação. O importante não é quantas notas você toca em um segundo, mas quais. Tão óbvio, mas para um adolescente from hell não era.

Tudo bem, tudo bem. Existe Marcus Miller, existiu Pastorius, e ainda tem Michael Manring, Pixinga, Arthur Maia, blá blá blá. Todos são excelentes, mas apenas um traz as borboletas.

E ainda por cima ele coloca o baixo lá em baixo e não fica parado um segundo no palco.

Quinta-feira, Outubro 09, 2003

Parabéns pra você...

Todos batendo palmas para os 63 anos de John Lennon.

Da Série: Discos que mudaram minha vida, Parte I.

Iron Maiden: Fear of the Dark

Lembro-me como se fosse ontem. Eu já ouvia rock, mas só os vinis do meu irmão, que se resumiam em Legião Urbana, Zero, 365 e - o mais pesado - Dire Straits. Em breve aquilo se tornou pouco, e eu descobri a 89 FM, que malemá pegava lá em Jundiaí. Comecei a ouvir um pouco de Metallica, um pouco de Cult e de repente : Tátátátátátátátátátátátátá ! Be quick ! Or be dead !

Pronto. Depois disso eu levei 4 anos para cortar o cabelo e meu guarda-roupa se resumia em camisas pretas com monstrinhos. De brinde veio o Black Sabbath, o Deep Purple e todo o pacote classicão.

Aí o caro leitor se pergunta: "Poxa... o cara só foi conhecer essas coisas com 14 anos ?". Sim, só. Minha família não é chegada em música, meu pai só ouve AM. Ninguém se aproximou de mim e me apresentou o rock, eu tive que descobrir sozinho. Demorou, mas foi mais legal.

Hoje eu abomino o Iron Maiden e qualquer disco feito depois desse. Mas ainda sinto um certo tesão nostálgico de ouvir algumas velharias.

Fim da Novela

Quem acompanha esse bróg faz tempo, lembra de um post que eu disse estar esperando uma resposta importante. Pois bem, ela chegou. E eu decidi pela realização pessoal e mandei o dinheiro às favas.

Não, não larguei tudo para virar músico. Ainda. Apenas estou voltando ao ramo das telecomunicações, onde estive até 13 de Abril desse ano.

Dinheiro é maneiro, mas tem um monte de coisa que ele não compra. Acabei de pedir demissão.

Obrigado à todos que fizeram figa.

Quarta-feira, Outubro 08, 2003

Parte I: Desabafo.

Bosta de rodízio paulistano que me obriga a chegar 7 da matina e sair 8 da noite dessa merda.

Parte II: Dúvida Existencial.

O que é mais importante ?
Realização pessoal ou dinheiro ?

Preciso de ajuda.

Amigos, esse site tem um problema técnico, que vocês já devem ter notado. Quando ele é carregado, a barra de rolagens do lado direito não desce até o fim da página. Isso é resolvido se você redimensionar a janela do seu navegador, ou maximizar.

Alguém sabe porque raios isso ocorre e, melhor ainda, como corrigir ?

Se...

... eu pudesse escolher uma voz para ter só para mim, seria a de Maynard James Keenan.


Vez ou outra eu tenho acessos psicopatas e encarno de ouvir sons pesados. Tool é a primeira banda que costuma sair do armário, e fica me acompanhado uma semana, quando acalmo novamente. Veja bem meu bem: não é podre, é pesado. Não é vomitado, é cantado.

Tool não é desse planeta. Quando ouvi Ænima pela primeira vez, achei estranho demais. Não entendi bulhufas, mas a voz... hum... esse cara tem talento hein? Deixe-me tentar novamente.

E a partir daí, virou mania. Comprei-o e o próximo, Laterallus, virou meu sem pestanejar. A banda é fodida e cada disco é uma coisa só. Nada de "ouça a faixa 7, é ótima". Massa sonora.

Não entendo as letras. Parece-me que eles seguem uma ideologia esquisitona, como o Rodolfox, mas isso não me interessa. O som fala.

Você nunca deve ter ouvido na rádio porque as músicas não são menores que cinco minutos, além de serem invendáveis. Interessou? Tente baixar aí: Stinkfist, Eulogy, The Grudge, Parabola e/ou Sober.

Se tiver ainda disposição, clique aqui e veja algumas fotos do rapaz. E diga-me, ele é desse mundo?

ps: Maynard também canta na ótima A Perfect Circle, mas o bicho mesmo é Tool.


Terça-feira, Outubro 07, 2003

Quem é o louco ?

- "Todos nós aqui somos loucos. Eu sou louco. Você é louca."
- "Como sabe que eu sou louca?", indagou Alice.
- "Deve ser", disse o gato, "ou não estaria aqui"

Lewis Carrol, "Alice no País das Maravilhas"

Será relançado nas bancas do Brasil a HQ Asilo Arkhan, protagonizado pelo meu preferido Batman. Essa obra tem dois grandes méritos, que vou destrinchar do pior para o melhor.

O pior é a arte. A obra só é chamada de "história em quadrinhos" por convenção, pois quadro mesmo, não tem. Todas as páginas são obras de arte, verdadeiras pinturas. Dá até dó de virar a página. Também, não é por menos. O artista responsável é o insuperável, inigualável, ícone Dave McKean.

Esse rapaz simplesmente ilustrou todas as capas da série Sandman, a obra máxima dos quadrinhos. Além disso, fez algumas capas de discos (como a bela Metropolis pt II: Scenes From a Memory, do Dream Theater). Ele sabe como traduzir páginas e páginas de texto em uma ilustração.

Agora, o melhor mesmo é o argumento de Grant Morrison.

No dia 1º de Abril, os internos do Asilo Arkhan comandados pelo Coringa, fazem uma rebelião e tomam todos os funcionários como reféns. O pedido de resgate é simples: eles exigem a presença do Homem-Morcego no asilo, pois acreditam que ele é tão louco quanto qualquer um deles. E você duvida que eles tenham razão ?

Dentro do sanatório, Batman é atacado por todos os seus fantasmas, e se vê obrigado a fingir sanidade diante da exposição explícita de sua loucura. Quem é o Batman senão um maluco fantasiado de morcego que usou toda sua vida para criar um mito ? A humanização dos personagens é fantástica.

Eu já tenho essa HQ, ganhei de um grande amigo que não vejo há tempos, mas creio que vou comprar a nova edição. Sabe como é, coisas como essas você tem um para manusear e outro para guardar.

Segunda-feira, Outubro 06, 2003

Kid Vinil é meu pastor, e nada me faltará.

Está tocando "Happiness is a Warm Gun" na Brasil 2000, mas não a versão original dos Beatles e sim do Breeders.. Mas só de ouvir essa música em uma rádio já nascem borboletas em meu estômago.

Antes dessa tocou Radiohead, Hendrix, Belle & Sebastian e uma porrada de coisas legais. Fala sério ! Tenho eu motivo para ouvir outra rádio ou trazer algum CD pra senzala ? E não reclame se você não morar na paulicéia, você pode ouvir a rádio online no site.

E tem gente que ainda é ateu. Vê se pode...


Deus quis.

Dêem seus parabéns para o mais novo colaborador de Revista Paradoxo.

Acabou de sair a minha primeira crítica lá, do filme Seja o que Deus quiser. Clique aqui para lê-la...

Fafavô de colocar "parabéns" nos comentários.

update: não poderia deixar de agrader a Rê do Pequi-Up pela indicação. Rê, te devo uma !

Leitura obrigatória

Saiu no Omelete: Pela primeira vez na história, um gibi entrou na lista dos livros mais vendidos do New York Times, um dos mais importantes periódicos dos Estados Unidos. O feito coube a The Sandman: endless nights, romance gráfico escrito por Neil Gaiman e ilustrado por alguns dos maiores nomes dos quadrinhos mundiais.

Taí. Por mim, isso era leitura obrigatória, assim como Dom Casmurro e Menino de Engenho.

Sábado, Outubro 04, 2003

Tanto clichê, deve não ser...

Já virou lugar-comum eu falar bem de Los Hermanos, mas nesse show eles se superaram.

Tudo bem, eles já entraram com o jogo ganho, mas mesmo assim rolou aquele futebol arte. O carisma da banda só é ofuscado pela beleza das músicas. E que beleza meu deus.

Que o diga a extasiada MariMari, que encontrei ansiosa na entrada e rendida na saída. Que show hein ?

Já não quero mais fugir do chavão: Los Hermanos é a melhor banda viva atualmente, e isso vindo de um chato como eu, é um belo elogio.

Longa vida à banda !

Sexta-feira, Outubro 03, 2003

Eu juro que é verdade

Aline já tinha ido dormir, mas eu precisava digerir 4 pedaços de pizza e um pouquinho de chocolate meio-amargo (aliás, preciso fazer um post só sobre o nome desse chocolate), por isso detive-me frente à TV e deixei-a me assistir um pouco.

Passeando entre os canais, parei frente ao curioso Ratinho, mas sua convidada era tão carismática que não pude trocar de canal. Seu nome é Dani, ela tem quase 14 anos e só sabe escrever seu nome. Dani é deficiente e voltou ao programa para agradecer a ajuda que recebou do Teleton que permitiu que ela estudasse. Segundo ela, ela não quer um carro nem uma casa, só estudar.

Dani fez amigos na AACD, entre eles Isaac. Ela contou como gosta de estar lá e como se sente bem com isso. Logo em seguida, todos choravam. Dani, Ratinho, a assistente, os câmeras, o homem-aranha e eu.

Talvez fossem resquícios do velório vespertino, mas não acho provável. Dani era foda. Seus olhos verdes brilhavam quando ela falava, e mandava beijos e abraços à todos.

Em seguida foi anunciado que ela não poderia continuar em sua classe, pois não conseguir acompanhar os outros alunos. Ratinho deu o telefone do Teleton para que doações fossem feitas, e Dani pudesse arrumar um trabalho, uma ocupação. Levantei-me para ligar, mas o telefone sumiu da tela e fiquei ali, sem o número, com o telefone na mão.

(corte seco para o dia seguinte)

Hoje, estacionando meu carro aqui ao lado e com a cabeça na constelação BZ497, tropecei em um pequeno papel azul escrito em letras garrafais "Teleton: ligue e doe R$5,00 : 0500-1234505"

E eu juro que é verdade.

Você já ligou ?

Na bateria: Belchior !




Eles sabem ser melhores, viu ?

Hoje tem Los Hermanos no Directv Music Hall. O preço é o absurdo de 40 Cardosos Reais, mas eu vou, afinal sou paga-pau, baba-ovo e viajante-maionésico dos rapazes.

Quinta-feira, Outubro 02, 2003

De volta à sanidade.

Para você, homem de pouca fé, que achava impossível terminar o joguinho do telescópio...

Tente você também aqui. Todos os níveis são possíveis, nem que leve uma semana.

Quarta-feira, Outubro 01, 2003

A piada do ano

Um sádico, um masoquista, um assassino, um necrófilo, um zoófilo e um pirómano estão sentados num banco de jardim, sem saber como ocupar o tempo.

Diz o zoófilo: "Vamos pegar um gato!"

Diz o sádico: "Vamos pegar um gato e torturá-lo!"

Diz o assassino: "Vamos pegar um gato, torturá-lo e matá-lo!"

Diz o necrófilo: "Vamos pegar um gato, torturá-lo, matá-lo e violá-lo!"

Diz o pirómano: "Vamos pegar um gato, torturá-lo, matá-lo, violá-lo e atear-lhe fogo!"

Diz o masoquista: "Miau!"

Who watches the Watchmen ?

Vão filmar Watchmen, a sensacional HQ de Alan Moore. Disse o diretor e escritor David Hayter : "O legal de Watchmen é que trata-se de uma história completa... e também é uma história de assassinato que tem começo, meio e fim. Durante anos, as pessoas disseram 'ah, mas é impossível filmá-la' e eu sempre discordei disso. Watchmen é o maior filme que eu já vi. Estou ansioso para fazer algo com tanta profundidade".

Esse comentário é superficial. Ter começo, meio e fim é o mínimo necessário para algo aceitável. Watchmen vai muito além disso.

Capa da 1a edição

Alan Moore escreveu um roteiro fantástico. Cada personagem é desenvolvido completamente, e tem seu papel exato na trama. É uma história onde super-heróis têm famílias, amantes, sentimentos e muitas, muitas fraquezas devidamente exploradas. Não há como o leitor ficar alheio à infância narrada de Rorschach, ou da vida do Comediante. Ambos são pessoas extremamente violentas, mas cada ação deles é devidamente justificada. Acabamos cúmplices e envolvidos.

Como se não bastasse, existe o fio da meada: a série de assassinatos dos antigos Watchmen, ou vigilantes. Um grupo de "super-heróis" que costumava agir como defensores da paz até terem sua atuação proibida pelo governo. Aqui, após anos de inatividade e durante a paranóia de uma guerra nuclear eminente, os próprios heróis olham para trás e definem-se como um bando de idiotas usando fantasias malucas. Afinal, não é isso que o super-homem é ? Um escoteiro voador com a cueca por cima da calça ? A série não poupa sarcasmo. De fato, o Comediante é a encarnação do sarcasmo e do humor negro. Ele não é louco, ele apenas entendeu a grande piada.

Rorschach

Watchmen foi publicada em 12 edições em 1985. Se você, como eu, acha que quadrinhos pode e deve ser visto como literatura, esse é um dos maiores exemplos.

David Hayter foi roteirista de X-Men 1 e 2, e esse é currículo invejável. Nenhuma adaptação de quadrinhos foi tão bem sucedida.

A partir de agora cada segundo é um segundo que estou mais próximo de ver o filme. Mal posso esperar.


ps1: Fucker, se você estiver lendo isso, fafavô? Devolve meu Watchmen.
ps2: HQ é literatura sim. Claro, que existem coisas boas e coisas terríveis, assim como existe Saramago e Pau-no Cú-elho.