Sexta-feira, Agosto 29, 2003

Anti-ético ?

Seria anti-ético eu usar esse espaço para falar que amanhã, sábado dia 30 de Agosto de 2003, minha banda vai tocar no Dinorah, aqui em São Paulo ?

Ou ainda se eu dissesse que adoraria que vocês, meus poucos leitores, comparececem para nos ajudar de alguma maneira ?

Se você estiver lendo isso é porque eu pensei e concluí que anti-ética de cu é rola, o blog é meu e eu coloco o que eu quiser. Certo ?


Quinta-feira, Agosto 28, 2003

Programa Ensaio Geral : Marcelo D2 e Los Hermanos
(Multishow, vai ao ar em Outubro eu acho)

Ontem pude presenciar a gravação do programa Ensaio Geral da Multishow, com a ótima Lorena Calabria entrevistando Marcelo D2 e em seguida Los Hermanos.

O D2 foi brinde, nem sabia que ele estaria lá, mas foi muito legal. Na entrevista ele mostrou além da humildade e simplicidade, um conhecimento sobre música brasileira, principalmente o samba que - dizem, eu não ouvi - ele flerta bastante em seu novo disco "a procura da batida perfeita". Em seguida uma pequena apresentação em torno de 7 músicas para os poucos privilegiados. Não éramos mais de 100 e a entrada foi grátis (esquema!). É interessante o som dele, mas não adianta. Por mais que ele finja, troque a roupagem, acrescente instrumentos, sua linha de voz é sempre a mesma. Enfim, essa é a proposta dele e isso ele faz bem.

Mas eu fui pra ver os hermanos, e depois de muita espera eles entraram, passaram o som para os ainda menos privilegiados que ainda estavam lá e depois de muita enrolação, começou a entrevista. A Lorena conduziu muito bem e mostrou ter ouvido realmente o disco (ou contaram direitinho para ela). Amarante estava hilário, demos todos muitas risadas com ele tentando explicar algumas coisas.

Alguns pontos interessantes da entrevista foram levantados por Marcelo Camelo, por exemplo, quando ele disse que não acha importante e acha que até atrapalha eles ficarem dando entrevistas explicando o disco, afinal música é algo muito pessoal e subjetivo. Cada ouvido é particular, e o que conta é o que a música provoca, não o que eles acharam que iria provocar, ou o que eles tentaram exprimir com aquilo. Eu não concordo, acho interessante conhecer os bastidores de um disco, saber de onde ele veio, as intenções e os sentimentos, ainda mais um disco tão expressivo quanto Ventura.

Por fim, quando os privilegiados não somavam mais de 30, veio a apresentação com algo em torno de 8 músicas, entre elas algumas surpresas como "Retrato pra Iaiá" e "Além do que se vê". Devido à problemas técnicos de filmagem, ou até uma correia do baixo que soltou, várias músicas tiveram que ser repetidas, até mais de duas vezes.

Resultado, eu que me espremi com centenas de pessoas no Blen Blen, agora estava ali, ao alcance do olhar deles, vendo um show mais que VIP e sem compromisso, e ainda por cima de graça.

Esquema hein ?

Em tempo: seja durante a passagem de som, a entrevista, o show, e até quando entreguei o CD da minha banda para ele, o tecladista Bruno Medina é o rei da antipatia.

Quarta-feira, Agosto 27, 2003

Qualquer semelhança seria mera coincidência ?

= ?

Terça-feira, Agosto 26, 2003

AFI - The Leaving Song part II
(do disco Sing the Sorrow)

Minha primeira resenha de um clipe!

Como assíduo frequentador do LBVidz, sempre baixo quase tudo que tem lá (fora Sandy e Júnior, etc.), e vez ou outra sou surpreendido com alguma pérola, como aconteceu com esse vídeo.

A música é muito boa! Nenhuma revolução, mas bastante energética. Me lembrou os tempos de ouro do Jane´s Addiction mas com uma boa pitada de novo milênio. Mas foi realmente o clipe que me convenceu. Ele é muito bem feito, o figurino é perfeito, a maquiagem encaixa totalmente e o cenário.... bom, o cenário é o que mais me atraiu. Você já assistiu Laranja Mecânica não ? Se não, vá lá ver e depois volte aqui.

Continuando... o cenário do clip remete muito à cena onde Alex e seus drugues encontram o bando de Billy Boy no teatro. Sacaram ? Boa referência.

O que não gostei foram os "X" nas mãos de alguém, acho que o vocalista. Isso significa "sou straight edge, não uso drogas, não como carne e só faço sexo para reprodução", se levarmos ao pé da letra. Até aí tudo bem, mas acho estranho (não errado) vincular um conceito social à música. Música é arte, não política. Música é coisa séria, séria demais para ganhar uma roupagem desse tipo. Música deve exprimir sentimentos, não opiniões particulares.

Mas isso é outra discussão...

Segunda-feira, Agosto 25, 2003

Cristina quer casar
(Cristina quer Casar, Brasil, 2003)

Comédia romântica brasileira. De cara já me assusta o gênero "comédia romântica". Nunca vi uma que achei boa, acho tudo água com açúcar, e esse filme não foge à regra. Na verdade o filme afunda principalmente na comédia. Nâo há piadas pastelão, o que é excelente, mas também não há piadas inteligentes nem sequer engraçadas.

Denise Fraga como Cristina é boa, mas não chama atenção. O pobre telespectador acaba ficando de saco cheio das lamentações e infortúnios da vida da personagem. O mesmo acontece com Fábio Assunção que vive o insuportável Paulo, um rapaz tímido ao extremo que encontra Cristina graças à agência de casamentos "Amor Eterno" de Chico (Marco Ricca), que aliás é um dos únicos que não faz feio no filme (a outra seria a mãe de Cristina). O único ponto engraçado do filme são os tiques de Cristina, e só.

Chico, Cristina e Paulo


O que segue é um clichê atrás do outro, recheado de piadinhas bobas e culminado com o chavão, clichê, lugar-comum, apelação total: casamento em tarde chuvosa. Depois dessa, qualquer final seria ruim.

Uma mancha no ótimo cinema brasileiro do novo século.

Sexta-feira, Agosto 22, 2003

Bois de Gerião, Reação em Cadeia e Los Hermanos
( 21/Agosto/2003, Blen-Blen:SP )

Consegui entrar na metade final dos Bois de Gerião, a fila estava grande e anunciava casa lotada. A primeira impressão foi excelente: uma versão com tempero ska de Virgínia dos Mutantes. Excelente escolha! O resto do show foi uma mistura de ska inglês (não aprecio muito ska de branco) com suíngue brasileiro. Os metais deram um toque especial. Boa banda, preciso conhecer mais.

Após um intervalo entraram engomados os rapazes do Reação em Cadeia. Juro que achei que era o The Calling. Foram recebidos com vaias e dedos médios, pudera, o vocalista com seu vozeirão e gel no cabelo, apesar de cantar muito bem, estava apenas adiando a grande vedete da noite.
Acho o cúmulo da falta de respeito hostilizar um artista daquela maneira. Isso é coisa de quem nunca tentou apresentar algum trabalho, nem a redação "Minhas Férias". Eles jogaram um cover de Papa Roach para amansar os mais afoitos, mas resolvi esperar os hermanos no bar.

Foi aí que notei que a casa estava um pouco lotada (sim, foi uma ironia). Todos que estavam no primeiro ambiente começavam a se espremer. Explico: o Blen-Blen possui, logo na entrada, um ambiente lounge (êta palavrinha arretada), com um bar, um telão e alguns sofás. É um espaço grande, mas o palco propriamente dito fica em outro lugar da casa. Então o que acontece Watson ? Todos que estavam no lounge (ui!) somam-se aos que já estavam no palco e aí têm-se 2 ambientes condensados em um. Uma lata de sardinhas realmente. Terrível, não era pra ser assim. Os hermanos lotaram a casa, o empresário ou quem quer que escolha o local deveria ter confiado mais no potencial deles e escolhido um lugar maior e melhor. Enfim...

E eles entraram. Devagar, sem estardalhaço, ligando os instrumentos, fitando o público. Sem impacto, sem coreografia. Começava um show de música com um tema baseado em alguma canção deles que não me recordo agora, já emendando com "O Vencedor". Meu amigo Bola, que não conhece tanto a banda, ficou impressionado com a casa cantando as músicas em uníssono. Parecia que todos tinham o encarte em mãos.

E o show seguiu sensacional. Músicas do "Bloco do Eu Sozinho" e do "Ventura" bem equilibradas. Muito sentimento, muita simpatia, canções sensacionais. Na metade eu já estava ficando rouco, mas nada de parar de gritar (tietagem!) e bater palmas. Tocaram "Sentimental", tocaram "Último Romance", tocaram "Retrato pra Iaiá" (sim, eu prefiro as músicas do Amarante) e me deixaram com gosto de quero mais quando anunciaram um próximo show no Directv (tomara que lá seja maior!).

Faltou o bis. Sim, eu sei que bis é um clichê descomunal. A banda finge que acabou, o público finge que não sabe que eles vão voltar, a banda volta e todos fingem surpresa. Com eles não, o show acabou e acabou de vez. E eu fiquei ali, crente, esperando.

Na saída, do lado de fora, ainda tive a oportunidade de ver o tecladista Bruno passando. Não perdi tempo e entreguei-lhe um CD da minha banda, será que ele vai ouvir ? Queria muito saber a opinião dele, muito mesmo.

Enfim, não tenho dúvidas. O Los Hermanos se firmou como uma banda sólida, e me anseia o que está por vir. Desculpem-me pelo tamanho do post, mas eu tinha que babar o ovo.

Quinta-feira, Agosto 21, 2003

E até quem me vê, lendo jornal na fila do pão, sabe que eu te encontrei...

É hoje ! Los Hermanos, no Blen-Blen.


A melhor banda de rock do brasil, por apenas 10 Cardosos Reais (se você chegar antes das 23hs) e ainda pertinho de casa.

Amanhã publico minha opinião, mas já adianto que vai ser babação de ovo. Se eu fosse você, eu iria.

Terça-feira, Agosto 19, 2003


Longe do Paraíso
(Far from Heaven, EUA, 2002)

Cathy é a esposa chata de Frank, um executivo de vendas chato e homossexual. Cathy tem muitas amigas chatas e dois filhos chatos. Ao descobrir acidentalmente sobre a sexualidade de seu marido, Cathy se vê envolvida emocionalmente com seu jardineiro negro e chato. Como a sociedade na época é chata e preconceituosa, ela é obrigada a cortar relações com o jardineiro, para poder continuar a viver sua vida chata e normal.

Dois dos chatos.


É um filme chato, chatíssimo. Entediante. Não saí no meio porque ninguém ia devolver metade do meu dinheiro. O diretor não consegue decidir qual personagem trabalhar, e acaba estragando todos.

A fotografia é o único ponto alto do filme. As cores foram muito bem escolhidas e você é realmente inserido no contexto da década de 50. A trilha sonora é ausente. O figurino é piegas, fulo. Tudo é pomposo, maquiado. Como disse Rubens Ewald Filho, o filme todo é falso e artificial. Nada é acreditável, nenhuma atuação merece um elogio sequer. E ainda indicaram a Juliane Moore para o Oscar. Tudo bem, Oscar nunca foi referência de qualidade mesmo.

Se você for assistir mesmo assim, faça-me um favor. Conte quantas vezes a palavra "lovely" é dita no filme todo e depois me diga.

Esse foi meu castigo por ter chegado tarde no cinema e perdido a sessão de Amarelo Manga.

How Lovely...

Segunda-feira, Agosto 18, 2003

Detestável

Saiu no Terra : Gerald Thomas baixa as calças em teatro no RJ.

Suponho: ele foi criado pela avó, uma francesa nobre que veio morar no Brasil para manter o estilo de vida que possuía, e vinha perdendo na França. O pequeno Gerald não podia se misturar com a ralé local, portanto cresceu sem amiguinhos. Aos 17 anos percebeu que amigos imaginários seriam muito menos cruéis com seus fracassos, portanto criou uma platéia inteira deles, para os quais apresentava suas adaptações de Shakespeare, sempre finalizados com aplausos intermináveis.

Após crescer, Geraldinho resolveu apresentar suas idéias ao mundo real, porém foi vaiado. Mas era óbvio que eram eles, os incultos, que não entenderam a magnitude de sua arte. Acontecia aí um fato corriqueiro na vida dele: todos estavam errados, menos Geraldinho.

Só pode ter sido isso. Não consigo imaginar como uma pessoa reagiria de modo tão baixo à reprovação pública de sua arte. Será que ele realmente acredita que quem não gosta do que ele faz, merece ver sua bunda ?

Espero que isso seja o fim. Que ele nunca mais consiga um centavo, que não seja da herança de sua avó, para promover qualquer tipo de arte. Que todos os críticos e o público boicotem tudo que leva seu nome, ou seu dedo.

Que eu nunca mais ouça falar desse imbecil.

Que - deus me ouça - ele venha me vender seu novo livrinho de poesias qualquer dia no semáforo.

Sexta-feira, Agosto 15, 2003

Com todo respeito...

Eu comecei a ouvir rock com o Iron Maiden. Até hoje me lembro, eu nunca tinha ouvido nada tão forte, que me dava tanta empolgação. Comecei a tocar baixo por culpa do Steve Harris.

Mas, o tempo passou, e hoje tenho plena certeza que o Iron está uma bosta. Uma BOSTA!

Vejam só, são décadas de carreira. Dezenas de discos. E eles simplesmente se recusam a mudar uma vírgula sequer ! Ou seja, fazem o mesmo disco desde que gravaram o ótimo Fear of the Dark.

E agora eu vejo por aí o que deve ser a capa do "novo" disco, Dance of Death :





Vamos lá. Tudo bem que eles fazem questão de manter o mascote Eddie pela enésima vez, mas essa capa excedeu o limite do rídiculo. Qualquer estudante do primeiro ano de publicidade da FAFUP consegue fazer modelos 3D melhores que esses. E aquele bebêzinho mascarado flutuando em cima do cachorrinho ? Ele voa ?

Se essa for mesmo a capa, isso só vem a confirmar: o Iron Maiden fará o mesmo disco mais uma vez. Santa paciência Harris !

Com todo respeito.